Abertas em Pernambuco inscrições para o Curta em Curso

A linguagem e a prática de produção audiovisual são temas de cursos gratuitos em Salgueiro e no Recife

Estão abertas as inscrições em Pernambuco para o Curta em Curso com o diretor e fotógrafo de cinema, televisão e publicidade Carlos Ebert e a cineasta e diretora de fotografia Maria Pessoa. Os cursos acontecem em janeiro e fevereiro de 2013 em duas cidades pernambucanas.

Em Salgueiro têm inscrições abertas até 4 de janeiro de 2013 onde o curso acontece de 14 de Janeiro a 16 de Fevereiro de 2013, no Auditório do CVT de Confecção de Salgueiro, na Rua Ana Nunes de Carvalho, 120 (próximo ao Memorial do Couro).

No Recife as inscrições ficam abertas até o dia 10 de janeiro de 2013 onde o Curta em Curso acontecerá de 21 de Janeiro a 22 de Fevereiro de 2013, na Fundação Joaquim Nabuco, sala Edmundo Morais, Rua Henrique Dias, 609, Derby – Recife (PE). O projeto tem o incentivo do Funcultura e apoio da Fundação Joaquim Nabuco, Canne, CTAV e Prefeitura de Salgueiro/Sec. de Cultura e Esportes.

As inscrições são gratuitas e devem ser enviadas para o e-mailinscrever.em.curso@gmail.com. A seleção de candidatos será feita pela análise do material enviado: (a) currículo sucinto, (b) carta de intenção e (c) um argumento ou roteiro para realização de um curta metragem de até 3 minutos.
Dúvidas (81) 9966.3837, inscrever.em.curso@gmail.com.
Mais informações acesse http://em-curso.blogspot.com.br e veja arquivo do blog.

Fonte: Blog Em-curso
Curta em Curso 2012 Cartazweb.Recife

Mostra Competitiva Cine Cabeça

cinecabeça

 

O PROJETO CINECABEÇA EXIBE O RESULTADO DO PROJETO DE FORMAÇÃO CABEÇA DE CINEMA – CURSOS DE INICIAÇÃO AUDIOVISUAL, EM CERIMÔNIA NO CINEMA SÃO LUIZ
 
A primeira edição da Mostra Competitiva cineCabeça acontece no dia 21 de dezembro de 2012, apresentando em sua programação os filmes realizados em escolas públicas estaduais.
O evento marca o encerramento das atividades do cineCabeça em 2012,  cuja ação piloto foi a realização de 12 cursos de iniciação audiovisual, promovendo a reflexão, formação e difusão do cinema em diálogo com o universo estudantil da rede pública de ensino.
Na programação estão 18 filmes de curta-metragem concorrendo nas categorias ficção, documentário e vídeo experimental.
Serão distribuídos diversos prêmios, entre computadores, câmeras e smartphones.
O projeto fez uma conexão entre os jovens estudantes e a produção independente de vídeo, no intuito de promover um melhor uso dos equipamentos digitais entre os estudantes, inclusive na relação com a escola e com a comunidade onde vivem.
A ação teve o propósito de ampliar perguntas e fazer refletir e entender o cinema que se fez e que se faz, ao apresentar os principais movimentos estéticos mundiais, lançando novas ideias e provocando novas comparações de universo.

 

Nova lei da TV paga aquece mercado para roteiristas no Brasil

Por Keila Jimenez

Procura-se alguém que goste de escrever, com disponibilidade para trabalhar de dez a 12 horas diárias, inclusive nos fins de semana. É essencial ser devorador de livros, mestre em diálogos e bom cumpridor de prazos. Alguém se habilita? O mercado procura bons roteiristas.

Pedras preciosas da dramaturgia desde sempre, esses profissionais são cada vez mais cortejados por canais ansiosos por se adequar à nova lei de TV paga, que fixa cotas de conteúdo nacional.

Mediadoras do contato entre as redes por assinatura e os escribas, as produtoras independentes alistadas para gerar esse material caçam profissionais competentes, dispostos a trabalhar muito.

Para o diretor Fernando Meirelles, da O2 Filmes, a falta de bons roteiristas tem sua raiz nas escolas de cinema, onde a maioria dos alunos quer ser diretor. “Um filme ou um programa de TV é muito mais do autor do que do diretor, mas os créditos não fazem justiça a esse fato”, diz.

Segundo ele, outro fator que atrapalha é o fato de certos diretores, ainda que não talhados para as letras, arriscarem-se a assinar roteiros. “A troca e o confronto de sensibilidades com o roteirista é um dos prazeres da profissão de diretor”, afirma.

Ele confirma que, com a atual demanda da TV paga, a busca por contadores de histórias nunca foi tão grande.
“Os caras bons nunca têm agenda. Tente conseguir um texto do Jorge Furtado ou do Bráulio Mantovani. Eles vão pedir gentilmente para você pegar a senha para 2017”, brinca Meirelles.

TUDO AO MESMO TEMPO

Considerado um dos melhores do mercado, Mantovani se diverte com o que considera serem exageros do diretor da O2.

“Tudo tem dois lados. Paga-se muito mal a roteiristas no cinema, principalmente quando se leva em conta o tempo de dedicação ao trabalho”, avalia ele. “Os roteiristas são obrigados a se envolver em vários projetos ao mesmo tempo e, se nenhum dá certo, você fica sem trabalho. Já aconteceu comigo.”

Assim como as jornadas de trabalho, longa é a formação de um bom roteirista. Produtores e diretores dizem que dificilmente um profissional desses desabrocha antes dos 30 anos e que só a leitura compulsiva e a experiência de ver as suas obras no ar aperfeiçoam um roteirista.

“O que fez a Globo ser o que é hoje foi o Boni [José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, ex-diretor geral da rede] ter se preocupado antes de todos em formar um grande time de roteiristas, seus novelistas”, acredita Beto Ribeiro, roteirista e produtor-executivo da Medialand. “Tanto que a Globo tem dificuldade em repor esse time até hoje.”

O diretor Roberto d’Avila, da produtora Moonshot, diz que, fora da TV aberta, esses profissionais estão sujeitos a rotinas instáveis e incertezas financeiras.

Também julga faltarem cursos de especialização no país e mão de obra com “know-how” para experimentar diferentes formatos de dramaturgia.

“O que há agora é uma excitação grande no mercado, mas não vejo mudança de postura. Há muita produtora procurando projetos prontos e poucas investindo na formação de quadros”, aponta.

Fonte: Folha de São Paulo