Inscrições abertas para desenvolvimento de projetos do Festival de Cannes

Estão abertas, até o dia 15 de dezembro, as inscrições de projetos para participar da “Fábrica dos Cinemas do Mundo” (La Fabrique des Cinémas du Monde), espaço do Festival de Cannes destinado ao desenvolvimento de projetos de longas-metragens de realizadores novatos que habitem países da África, Ásia, Europa Central e Oriental, Oriente Próximo, Oriente Médio ou América Latina.

“La Fabrique des Cinémas du Monde” é um programa destinado a estrangeiros, que promove encontros com profissionais experientes e organismos responsáveis pelo fomento à criação cinematográfica, além de uma série de oficinas. O Festival de Cannes acontece entre os dias 15 e 26 de maio de 2013, na cidade francesa.

Serão selecionados apenas 10 projetos, de realizadores que estejam desenvolvendo o seu primeiro ou segundo longa-metragem, ou que tenham finalizado um longa-metragem com auxílio financeiro do Fonds Sud Cinema ou do Fonds Francophone de Production Audiovisuelle du Sud, dois fundos de investimento franceses voltados para produções estrangeiras. Os produtores dos projetos em questão também devem residir nas regiões contempladas pelo programa e ter produzido filmes nestes locais nos últimos cinco anos.

O Brasil marcou presença nas três edições anteriores da Fabrique des Cinémas du Monde: na edição de 2010, “Pela janela, de Caroline Leone, foi selecionado para participar das oficinas para projetos em desenvolvimento. No ano de 2011, Gustavo Melo levou a Cannes seu projeto “1994”. E em 2012, foi a vez de “Mate-me por favor”, da diretora Anita Rocha da Silveira e da produtora Vania Catani, representar o país no evento.

O programa é organizado pelo Institut Français, com o apoio da Embaixada da França no Brasil, da Organização Internacional da Francofonia, do Audiovisuel Extérieur de La France e do CFI, canal de TV francês voltado para o público africano.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site do Les Cinémas du Monde, o pavilhão internacional do Festival de Cannes.

*Com informações do site da Ancine

Fonte: Site Cultura e Mercado.

Concurso “Rio Eu Te Amo” recebe curtas

Diretores e produtores nacionais e estrangeiros podem participar do concurso Rio Eu Te Amo, que escolherá um curta-metragem a ser incluído como extra no DVD oficial do filme de mesmo nome, que será lançado em 2014. O curta deve ter como tema “O Rio e o Amor” e ter sido produzido entre 2012 e 2013.

O autor do trabalho vencedor terá um contrato com a produtora Conspiração, que produz o concurso em parceria com a Primum Entertainment, a Bossa Nova Films e a Oz Produções.

O projeto é parte da franquia Cities of Love, que homenageia através de filmes grandes cidades do mundo. Já estão confirmadas as participações dos diretores Fernando Meirelles, José Padilha e Andrucha Waddington. A produção ambientada no Rio de Janeiro terá ao todo 10 diretores, nacionais e internacionais.

“Rio Eu Te Amo vai reunir grandes diretores internacionais e nacionais, para que cada um conte uma história de amor em uma locação da cidade. Achamos importante usar um projeto dessa visibilidade como oportunidade para também revelar um novo talento cinematográfico”, diz Pedro Buarque, presidente da Conspiração.

O júri do concurso é composto por Ilda Santiago (Festival do Rio), Julio Worcman (Porta-Curtas), Ailton Franco (Mostra de Curtas) e Leonardo Monteiro Barros (Conspiração).

Os três melhores curtas escolhidos pelo grupo serão postados na Fan Page do movimento #RioEuTeAmo no Facebook para a escolha final do vencedor, que será feita pela comunidade de seguidores.

A série “Cities of Love” já contou com filmes inspirados em Paris e Nova York e terá, além do Rio, Xangai e Jerusalém em suas próximas produções. Na América Latina, a Warner Bros Pictures fará a distribuição do longa. Em países fora desta região, as vendas internacionais estão a cargo da inglesa West End Films.

*Com informações do M&M Online

Fonte: Site Cultura e Mercado

Falta de patrocínio fecha bibliotecas em estações do metrô e trem de SP

As bibliotecas do Embarque na Leitura, instaladas nas estações Santa Cecília e Tatuapé, da Linha 3-Vermelha, da Estação Brás, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e do Terminal Sacomã – todas em São Paulo – devem ser fechadas até o final de outubro, segundo informação publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo após confirmação dos funcionários do Instituto Brasil Leitor (IBL), idealizador do projeto.

O motivo do encerramento é a falta de patrocínio há mais de dois anos.

A única que continuará aberta ao público será a da Estação Paraíso, da Linha 1-Azul e 2-Verde do Metrô, que ainda é patrocinada por uma siderúrgica suíça e tem o maior número de usuários inscritos, mais de 20 mil.

O IBL afirmou que a situação chamou a atenção de possíveis patrocinadores, que poderão viabilizar as bibliotecas novamente. O Metrô apoia o projeto com a concessão do espaço para a instalação das bibliotecas.

Clique aqui para ler a matéria completa.

*Com informações do Estadão.com

Fonte: Site Cultura e Mercado

Prêmio Laureate Brasil para Jovens Empreendedores Sociais

Programa Iam – Iniciativa Jovem Anhembi Morumbi abre inscrições para o Prêmio Laureate Brasil para Jovens Empreendedores Sociais, um reconhecimento público, em âmbito nacional, de jovens lideranças que têm feito a diferença no contexto social.

Serão eleitos 5 jovens empreendedores, entre 18 e 29 anos, autores ou coautores de projetos sociais que estejam em desenvolvimento há, pelo menos, um ano na região Sudeste e que demonstrem resultados positivos em favor das comunidades onde atuam.

Os selecionados poderão:
– Participar de uma Cerimônia de Premiação nacional, com jovens lideranças de outras regiões;
– Integrar uma rede global de jovens empreendedores sociais de diversos países;
– Obter prêmio em dinheiro, como incentivo ao desenvolvimento de seus respectivos projetos;
– Fazer um curso on-line de Empreendedorismo Social, com encontros presenciais;
– Receber acompanhamento e visibilidade aos projetos sociais, bem como oportunidades de articulação e de parcerias em suas ações.

Inscrições
• Pela internet: www.premiolaureatebrasil.com.br
• Por correio: Programa Iam – Iniciativa Jovem Anhembi Morumbi
Rua Líbero Badaró, 487 – 14º andar – Centro – São Paulo/SP – CEP: 01009-000

II Encontro Funarte de Políticas para as Artes: interações estéticas em rede

Estão abertas as inscrições para apresentação de trabalhos no II Encontro Funarte de Políticas para as Artes: interações Estéticas em Rede – com prazo prorrogado até o dia 8 de outubro.

Com o objetivo de aprofundar o debate sobre as políticas públicas na área da cultura e, ao mesmo tempo, compartilhar experiências nos diversos segmentos artísticos, a Fundação Nacional de Artes realiza, de 12 a 14 de novembro, no Rio de Janeiro, o II Encontro Funarte de Políticas para as Artes. Nesta segunda edição, o encontro terá como tema as “Interações Estéticas em Rede” e abrirá espaço também para a divulgação de trabalhos teóricos e práticos, divididos em três eixos temáticos: criação e experimentação; acesso, difusão e mediação; e memória e preservação.

Poderão apresentar trabalhos: estudantes, em nível de graduação, pós-graduação (mestrado e doutorado); pesquisadores (mestres e doutores); gestores de políticas públicas; professores; e agentes ou produtores culturais.

Para participar como ouvinte também é preciso se inscrever, entre os dias 3 e 26 de outubro. O encontro é aberto a todos que tenham interesse no assunto. As inscrições são gratuitas e as vagas limitadas. Aqueles que tiverem pelo menos 75% de frequência no evento vão receber certificado de participação.

Mais informações em: http://www.funarte.gov.br/encontro/

Fonte: Site Funarte

Fórum Direitos Autorais na Era Digital

Ocorrerá em Brasília no dia 31 de Outubro o Fórum Direitos Autorais na Era Digital. O encontro pretende reunir profissionais de diversas áreas, como jornalistas, autores e juristas, para discutir a difusão da informação digital e o direito autoral. Entre os convidados, estão Carlos Rennó, jornalista e letrista filiado à União Brasileira de Compositores (UBC, membro do ECAD) e José Carlos Costa Netto, presidente da Associação Brasileira de Direito Autoral.

O Fórum é uma iniciativa do Portal Imprensa. Inscrições podem ser feitas no site oficial: http://portalimprensa.uol.com.br/forumdireitosautorais/convidados.asp

DIREITOS CULTURAIS PARA ORIENTAR POLÍTICAS CULTURAIS OU POLÍTICAS PARA GARANTIR DIREITOS?

Por Mannuela Costa (Mestre em Comunicação e Cultura, leciona nos Cursos de Cinema e de Publicidade da UFPE, onde também é Diretora de Extensão Cultural)

A Convenção sobre a proteção e a promoção da diversidade e das expressões culturais, aprovada pela UNESCO, aponta várias questões que são, essencialmente, a raiz das atividades de gestores culturais, sejam eles atuantes em órgãos públicos (do Estado), em entidades privadas (empresas, fundações) ou atuantes da produção independente. Apesar de apenas o Artigo 9º desta Declaração referir-se diretamente às Políticas Culturais, elas aparecem transversalmente em todo o documento.
Tratadas como “catalisadoras da criatividade”, as Políticas, indica o documento, devem existir para “garantir a livre circulação das ideias e das obras, as políticas culturais devem criar condições propícias à produção e difusão de bens e serviços culturais diversificados, através das agências culturais que dispõem de meios de se afirmar a nível local e mundial”. Essa garantia está diretamente ligada a outra noção, que é a de que os Direitos Culturas, à semelhança dos Direitos Humanos, são indissociáveis de outros Direitos, os econômicos, sociais e culturais. Nesse sentido, “participar da vida cultural”, principal expressão para designar o cerne dos Direitos Culturais, pressupõe algumas condições, uma vez que essa participação está diretamente ligada à capacidade de indivíduos e grupos terem acesso à informação, dominar os códigos e expressarem-se livremente.
Políticas Culturais são comumente tratadas, no âmbito geral das discussões, como sinônimos de práticas e planos de trabalho voltados às artes e letras. Muitas das vezes, assume-se como um papel cumprido nessa área quando se programam e executam ações. Ora, se Políticas orientam ações, elas estão no nível estratégico, ou seja, não correspondem a ações, as originam. Residem aí dois problemas estruturais, isto é, de concepção.
O primeiro é a ausência de compreensão de que ações para o desenvolvimento das artes e das letras correspondem apenas a umas poucas áreas de trabalho na seara dos Direitos Culturais. Faltam políticas que garantam a totalidade dos Direitos, ou seja, que os indivíduos e grupos sejam capazes de ter acesso qualificado às informações e à educação para exercerem formas de participação cidadã que os coloque em condição de usufruir dos seus Direitos Culturais, isto é, estejam em condição de, ao mesmo tempo, criar, expressar, fazer circular e consumir bens culturais, bem como de optar por não participar. A conectividade e a transversalidade na área da
Cultura são nada mais que a necessária sinergia entre campos de atuação que, em sua execução – e senso comum – não estão relacionados. A própria estrutura de funcionamento das instituições formuladoras de Políticas Culturais, especialmente as públicas, conserva a ideia de atuações estanques, que não dialogam, nem na concepção nem na execução das Políticas. As diretrizes que orientam as políticas até propõem a sinergia, mas no campo da execução, isto é, no delineamento dos parâmetros e objetivos, falta conectividade, entre pessoas e instituições. Assim, as Políticas Culturais – sobretudo as Públicas – padecem de um mal congênito, são geradas num sistema fechado que não dialoga bem como o mundo exterior.
O raciocínio, nos leva ao segundo apontamento, aqui entendido como problemático. A ideia da participação na vida cultural como direito leva implícita a compreensão de que os Direitos ampliam as liberdades e propõem um aumento no número de escolhas que um indivíduo pode fazer. Políticas que promovem a liberdade do indivíduo só têm condição de existência em sociedades cujo desenvolvimento humano está em estágio avançado ou em vias de. Ampliação de liberdade individual é qualidade de vida. Esta, por sua vez, indica o automático preenchimento das necessidades básicas, como educação, trabalho, moradia, saúde e, claro, cultura. O Estado, como gestor maior do bem-estar social deve garantir essas condições, ou seja, ser capaz de gerir através de diversas políticas o exercício dos Direitos. Estaria no indivíduo, então, o princípio gerador das Políticas Públicas de uma maneira geral, aplicando-se o mesmo aos Direitos Culturais. Mas a ação do Estado deve estar limitada ao respeito às individualidades e, por este lado, significa dizer que em certa medida, ele deve retirar-se para promover o respeito às individualidades.
Quase sob o risco de estarmos numa discussão de “quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?”, adentro a um terceiro ponto. As formulações das Políticas Públicas para a Cultura são, em termos democráticos, conduzidas com base na participação de diversos grupos que representam coletividades. Essa representação, por sua vez, é individualizada, posto que nossos sistema político é, basicamente, representativo. Este indivíduo está sujeito a modulações e variações, bem como julgamentos estético-políticos, que se relacionam diretamente à sua condição prévia de educação, acesso à informação, situação econômica etc. está este indivíduo preparado – pelo Estado – para exercer com segurança, consciência e perspectiva de desenvolvimento sua função representativa, discutindo estratégias ao invés de ações tático-operacionais? Cultura é conflito. Política é negociação. Assim as Políticas vão correspondendo mais a conformações e padronizações que atendem a perspectivas dominantes dos que têm maior capacidade – naquele momento – de negociar (ou seja, já desfrutam, no mais das vezes, de uma série de garantias no campo dos Direitos, ainda que na seja por força do Estado), quando não são resultados diretos de interesses políticos (partidários,
neste caso) localizados. Presença massiva do Estado é privação das liberdades. Sua ausência, negligência.
Políticas Culturais são resultado de uma equação difícil de ser resolvida. Mas não impossível. Parafraseio assim o Professor Teixeira Coelho, mudando apenas o sujeito da oração “Estamos fazendo – ao invés de faz-se – Políticas Culturais – e não Política – em nome de quê?”.