V UNICO – ULTIMOS DIAS DE INSCRIÇÃO

Se liguem!

Estão abertas as inscrições para a 5ª edição do Salão Universitário de Arte Contemporânea do Sesc – UNICO. Este ano, o projeto faz um convite para a reflexão sobre a palavra. Um questionamento de como a mais nova geração de artistas pernambucanos tem inserido a palavra no contexto de suas obras. A edição de 2012 visa receber trabalhos diversos nos quais o verbal seja relevante, tanto numa relação entre visualidade e escritura, como no aparecimento performático da fala.

Podem participar do Único, estudantes universitários ou grupos de estudantes de quaisquer faculdades ou universidades do estado de Pernambuco. As inscrições estarão abertas gratuitamente até o dia 5 de outubro através do preenchimento do formulário disponível no fim da página que deverá ser impresso, assinado e entregue na unidade do Sesc Casa Amarela. Para as inscrições que forem entregues em outras unidades do Sesc no estado, o prazo será até o dia 28 de setembro.

A seleção dos trabalhos será realizada pela Comissão de Seleção composta por três membros, todos com qualificação profissional ligada às artes visuais e um membro representante do Sesc Pernambuco. O V Único premiará os três primeiros lugares com os respectivos valores de R$2.000, R$ 1.500 e R$ 1.000, além de um prêmio do júri popular no valor de R$ 1.000. Os demais selecionados receberão certificados de menção pela participação na mostra.

Todos os inscritos participarão ainda da oficina Art Trainee com Edson Barrus no período de 15 a 19/10/12 no Sesc Casa Amarela.

Participem, divulguem, compartilhem!

Pernambuco faz a festa na premiação do Festival de Cinema de Brasília

por Carolina Gonçalves

Brasília – A dobradinha pernambucana formada pelos diretores Marcelo Gomes e Marcelo Lordello dividiu, na noite de ontem (24), o principal prêmio das mostras competitivas do 45º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Pela categoria de melhor longa-metragem de ficção, os cineastas receberam R$ 250 mil.

Com a trama Era Uma Vez EuVerônica, Marcelo Gomes apresentou o universo particular de uma médica recém-formada que vive uma crise existencial, revelando questionamentos universais sobre a profissão, as relações afetivas e o cotidiano em uma cidade grande, Recife, capital de Pernambuco.

Para Gomes, o empate na disputa pelo melhor longa-metragem reforça a força do cinema pernambucano e os ingredientes que têm possibilitado os destaques que essas produções conquistaram. “É prova de que o cinema pernambucano está se renovando, acho que tem uma garra muito grande e o desejo de fazer cinema, uma vontade de refletir sobre o que é viver fora do eixo Rio-São Paulo. O Brasil não é uma Via Dutra. É mais do que isso”, avaliou.

Ambicioso, Marcelo Gomes, que elenca a garra e o diálogo entre os cineastas pernambucanos e a lei de fomento estadual como ingredientes do sucesso, acrescentou que os diretores e produtores entram, a partir de agora, em nova fase.

“Temos que atingir as salas do Brasil todo. Esse é o grande desafio. Acho que tantos os distribuidores quanto os exibidores têm de acreditar no nosso cinema e o governo fomentar a ida às salas de exibição no Brasil inteiro. A gente precisa formar plateias porque o nosso cinema é o espelho da nossa cultura, nossa identidade. Este país só vai reconhecer sua cultura fortemente quando tiver um cinema forte e que combata o Batman. Espero que Verônica tire o Batman de cartaz”, disse, aos risos.

O filme de Marcelo Gomes também foi vencedor do prêmio de júri popular, como melhor longa-metragem de ficção, e recebeu as premiações oficiais de melhor roteiro, melhor fotografia, melhor trilha sonora e melhor ator coadjuvante pela atuação de W.J. Solha. Era Uma Vez Eu, Verônica também foi vencedor do Prêmio Vagalume, de cinema para cegos.

O prêmio oficial de melhor longa-metragem de ficção, compartilhado com o diretor Marcelo Lordello que dirigiuEles Voltam, reforçou a renovação do cinema pernambucano. Lordello apresentou um filme que retrata problemas sociais cotidianos ao longo da  história de uma menina de 12 anos, vivida pela atriz Maria Luiza Tavares, e seu irmão mais velho, que vivem experiências e aventuras no retorno para casa, depois de serem deixados na estrada por seus pais, durante uma viagem em família.

Lordello comemorou a vitória com a certeza de ter conseguido registrar o alerta para questões sociais que o filme aborda, como as desigualdades presentes no país. “Acho que estamos mandando o recado. É meu primeiro longa e vamos continuar a fazer cinema que quer tocar as pessoas e seguir arriscando”.

Pouco antes de correr para abraçar o filho que esperava ansioso pela comemoração, o diretor acrescentou que a divisão da premiação com outro pernambucano revela a força do setor no estado. “Estamos falando de uma edição do festival que teve vários filmes pernambucanos premiados. Isso é prova de que foi ótimo”.

Eles Voltam também foi vencedor do prêmio da crítica, como melhor longa-metragem geral. As atrizes Elayne de Moura e Maria Luiza Tavares receberam o prêmio de melhor atriz coadjuvante e melhor atriz.

Edição: Graça Adjuto

Fonte: Site da Agência Brasil.

Eletrobras lança edital cultural no valor de R$ 13,3 milhões

A companhia Eletrobras abriu novo edital para projetos culturais. O Programa Cultural das Empresas Eletrobras 2013 é a quinta edição do trabalho surgido em 2009 e vai contemplar iniciativas nas áreas de teatro, audiovisual e patrimônio imaterial em todo o Brasil, somando R$ 13,3 milhões de reais.

Edições anteriores do programa apoiaram projetos como Lixo Extraordinário, documentário sobre Vik Muniz indicado ao Oscar em 2011; Amarelo Manga, longa-metragem de estreia do diretor Cláudio Assis; e a montagem teatral de Pedro Vasconcelos para Dona Flor e Seus Dois Maridos

A Eletrobras é uma empresa de capital aberto controlada pelo governo federal que atua na áreas de geração, distribuição e transmissão de energia elétrica. É responsável pela administração de várias subsidiárias, como a parte brasileira da hidrelétrica Itaipu Binacional e a CHESF.

Mais informações sobre o edital podem ser encontradas na página do programa: http://www.eletrobras.com/editalcultural.

Rede de televisão online da USP lança cinco canais temáticos online e libera acervo com mais de 7 mil vídeos

Depois de cinco anos em fase experimental, a IPTV USP entra na segunda fase de execução e promove o lançamento de cinco canais de televisão online simultâneos. São os canais: Arte e Cultura, Saúde, Ciência, Tecnologia e TV USP, se firmando como uma eficiente ferramenta para disseminar conhecimento e democratizar o conteúdo produzido na Universidade.

Na primeira fase, iniciada em 2007, a IPTV (sigla para Internet Protocol Television) tinha duas grandes marcas: a transmissão de eventos que ocorriam na USP – como palestras, conferências e encontros – e um acervo de vídeos feitos sob demanda. Essas modalidades permanecem e acrescentam-se os novos canais.

Na cerimônia de lançamento, que aconteceu na sexta-feira (21), o coordenador da IPTV, professor Gil da Costa Marques, ressaltou a importância do projeto, bem como os ganhos para a comunidade em geral. “É uma grande realização para a Universidade, que colocará à disposição da sociedade, tudo o que vem produzindo”, afirma o professor. Para ele, o conteúdo é de “uma riqueza monumental, muito grande e importante”, completa.

O conteúdo da IPTV USP é
de uma riqueza monumental.

Coordenadora do novo projeto da IPTV, a professora Regina Melo Silveira adere ao discurso de Marques. “É um projeto que permite o acesso democrático ao conteúdo que se produz na USP”, comenta, apontando para o cumprimento de um dos papéis da universidade pública.

Todo o conteúdo será aberto, gratuito e irrestrito, exceto alguns vídeos voltados a disciplinas específicas, como, por exemplo, uma cirurgia em que a identidade do paciente deve ser preservada. A nova plataforma suporta até 100 mil acessos simultâneos e todos os vídeos estarão disponíveis para download.

Acervo e Pioneirismo

Professor Gil da Costa Marques | Foto: Assessoria de Imprensa da Reitoria

Com a inauguração desta segunda fase do IPTV, a USP tem atuação pioneira no Brasil e no mundo com relação aos canais de televisão online. “Não conheço outras iniciativas tão ousadas em outras universidades como esta da USP”, relata Marques. “Nos Estados Unidos isso existe, mas são canais mais voltados para o público universitário, que mora nas faculdades. Nosso projeto é mais voltado para a sociedade, para divulgar conhecimento e melhorar a cultura científica do país”, completa.

Temas de interesse de todos e que
podem ser facilmente compreendidos.

Outro ponto de destaque para o coordenador é o envolvimento da comunidade USP na produção de conteúdo. “Temos muitos recursos aqui, vindos da ECA, da Poli, da Medicina. É uma riqueza que nos eleva a outro patamar na produção em nível digital”, acrescenta Marques.

Com os cinco anos da fase experimental, o acervo reúne uma biblioteca de mais de sete mil vídeos e conta com uma integração ao Portal e-Aulas, que coloca à disposição do público videoaulas de professores da USP. Parte dessas aulas serão transmitidas nos canais durante a programação diária, respeitados os critérios de interesse e complexidade.

Segundo o docente, as disciplinas devem ser “interessantes para o público geral e não tão difíceis de entender, para que o conteúdo não fique restrito aos acadêmicos. Temas como astronomia, artes e saúde, são temas de interesse de todos e que podem ser facilmente compreendidos”, explica.

Canais

Foto: Reprodução

Todos os canais terão programação 24 horas por dia, sendo que novos conteúdos serão gerados a cada 6 ou 8 horas, dependendo do canal. Algumas unidades terão papel de destaques em alguns deles. O canal “Saúde”, por exemplo, será gerenciado pela Faculdade de Medicina (FMUSP) e conterá programas como “conheça o SUS”, “saúde e mistérios” e “dia a dia com a saúde”.

Já o canal “Arte e Cultura” será gerido pela Escola de Comunicação e Artes (ECA) da USP e terá uma produção diária inicial de seis horas. Nele estão presentes manifestações de artes cênicas, artes visuais, audiovisual, informação cultural e memória, jornalismo, e música, entre outros temas. O canal “Tecnologia” terá forte contribuição da Escola Politénica (Poli) da USP e conta em sua grade com programas como “história da tecnologia” e “princípio de funcionamento de equipamentos”.

O canal “Ciências” é um dos mais abrangentes e terá duas horas de aulas (do Portal e-Aulas) diárias, além da produção que inclui “história da ciência”, “biografias” e “esclarecimentos sobre desenvolvimentos científicos recentes”.

Foto: Reprodução

TV USP, que existe desde 1997, continuará com a produção de suas reportagens e programas como “Caminhos”, que trata sobre turismo alternativo e “Quarto Mundo”, produzido por alunos do ensino médio em parceria com alunos da ECA. Outros núcleos da TV USP, como o de Bauru, Ribeirão Preto e Piracibaca também terão intensa colaboração na produção de conteúdo para o canal.

Acesse os canais da IPTV USP e confira eventos ao vivo, e um acervo de palestras, conferências e aulas de professores da USP.

Fonte: Site da USP

Movimentos sociais publicam carta entregue a nova ministra da Cultura

No dia 20 de setembro de 2012, diversos movimentos sociais se reuniram com a nova ministra Marta Suplicy, pouco tempo depois que esta assumiu a chefia da pasta de Cultura em substituição a Ana de Hollanda.

Marta Suplicy é filiada ao PT, já foi prefeita da cidade de São Paulo, deputada federal pelo Estado de São Paulo e Ministra do Turismo durante o governo Lula. Militante da causa da diversidade sexual, Marta foi eleita para o Senado em 2010 e exercia a vice-presidência da casa até o convite pela presidenta Dilma para assumir o ministério.

Ana de Hollanda é cantora e compositora e irmã do cantor Chico Buarque. Assumiu o MinC no primeiro dia de governo de Dilma, em substituição a Juca Ferreira. Mais tarde, o ex-ministro chamaria a administração de sua sucessora de “desastre“. Sua gestão foi marcada por reaproximação com o ECAD e por críticas de diversos segmentos da cultura, especialmente aqueles que apoiaram a gestão do MinC no governo Lula. A tensão fica evidente no texto abaixo.

Esta cópia da carta foi publicada no Facebook por Pablo Capilé, representando do Circuito Fora do Eixo. Reproduzimos o documento na íntegra:

CARTA DO MOVIMENTO SOCIAL DAS CULTURAS A MINISTRA DA CULTURA, MARTA SUPLICY

Prezada Ministra Marta Suplicy,

Sua posse significa para nós a possibilidade de recuperar a grandeza e relevância na ação do Ministério da Cultura. Sua trajetória política como prefeita, ministra e senadora nos abre enormes possibilidades de avanço. Oportunidade de recuperar, na área cultural, o sentido de mudança que marcou a eleição de um operário e uma mulher como
presidentes. Sentido de uma nova importância estratégica para a cultura que redefiniu a ação do Estado, desde a eleição do ex-presidente Lula – e que tem no governo da presidente Dilma a possibilidade ir além.

Em todas as áreas sociais, mas na cultura em especial, o governo Lula ampliou a ação do poder público, tornando-a abrangente e complexa. E também definiu um novo lugar da sociedade. Envolvendo-nos a todos na co-responsabilidade de formulação e gestão das políticas, deu um salto nas relações entre governo e sociedade civil. Em especial na cultura, o governo passou a se relacionar com dezenas de milhares de projetos, grupos e movimentos culturais. Os mais de 4000 pontos, pontões e pontinhos são apenas 10% das parcerias estabelecidas. Acreditamos que
esta amplitude é um dado positivo não apenas para nós, do campo cultural, mas para a qualidade do desenvolvimento que queremos para o Brasil.

Consideramos que a gestão de Ana de Hollanda (e sua equipe de Secretários e presidentes) foi marcada por ausência de diálogo, interrupção de política públicas, omissão frente aos grandes temas e conservadorismo político. Focado na indústria cultural tradicional,
nas belas artes, o MinC perdeu significado social, político e
cultural. Regredindo para uma ideia elitista de cultura, a gestão Hollanda dedicou-se surpreendentemente a negar o que havia sido contruído em oito anos. A nova gestão herda agora muitos destes nós e desafios.

No vácuo deixado pelo MinC, os movimentos culturais ocuparam o vazio não apenas para resistir, mas para levar adiante a agenda da cultura. Desse ponto de vista, muito avançamos em lucidez e na capacidade de defender agendas que unem a maior paret do setor cultural.

Acreditamos que sua posse encerra este ciclo. E por isso defendemos que os programas e ações precisam não apenas ser retomados, mas fortalecidos, ampliados e atualizados. A sociedade quer voltar a formular junto ao MinC, sobretudo, para abrir novas portas e caminhos não desbravados.

O Ministério da Cultura que queremos precisa ter as portas abertas, ser republicano, posicionando a cultura acima de interesse partidários, armadilhas tecnocráticas ou lobbies (muito oriundos do próprio mundo da cultura) que tentam minar a ação pública.

Assim ouvimos com alegria o chamado da Ministra ao diálogo e à construção de uma agenda. Respeitosamente, nós, movimentos da cultura, artistas, produtores culturais, intelectuais, grupos culturais, pontos de cultura, povos de terreiro apresentamos algumas propostas. Agendas
que encontram base no Plano Nacional de Cultura (2010), na II Conferência Nacional de Cultura.

1- É preciso destravar agenda da modernização da Lei de Direitos Autorais e da fiscalização da gestão coletiva, em especial do ECAD. Se de um lado, artistas são fragilizados pelo atual sistema. De outro, o compartilhamento do conhecimento, a internet e a inovação são ameaçadas por uma legislação anacrônica de direito autoral.

2- A lei Rouanet continua gerando enormes distorções e concentrações de recurso público. Por isso, é fundamental a reforma imediata no financiamento da cultura, com a tramitação e posterior sanção do Procultura e do Vale-Cultura. É preciso recuperar a presença do MinC
no Congresso Nacional: seja para o acompanhamento do MinC na tramitação dos projetos de lei da cultura, seja para garantir o mínimo de 20% de investimento privado em cada projeto cultural. É preciso retomar a parceria com as Estatais, para editais mais democráticos e transparentes.

3 – É preciso garantir o apoio do MinC à Internet Livre, ao Marco Civil da Internet, às redes sociais e culturais, a retomada do espaço de promoção da cultura digital, ativamente, por meio de políticas que já foram desenhadas nas edições dos Fóruns de Cultura Digital.

4- Retomar o fomento à diversidade cultural, com especial atenção aos indígenas, aos pontos de cultura, quilombolas, povos de terreiro, griôs, e seus projetos culturais. Estudar a possibilidade de reverter o decreto de desmantelamento (em 2012) da Secretaria de Diversidade Cultural, responsável por esta agenda. Com Lula, ultrapassamos o redutor modelo da Identidade (herdeiro do positivismo, do nacionalismo
e do militarismo). Hoje nossa grande pauta internacional é a
Diversidade Cultural, no qual a identidade não é percebida como conjunto homogêneo, mas como rico agrupamento de signos. Desejamos a retomada vigorosa de políticas para indígenas, ciganos, GLBT, infância, terceira idade.

5- É necessário urgentemente destravar e ampliar o Programa Cultura Viva. Os pontos de cultura estão há dois anos em permanente asfixia administrativa promovida pelo MinC. É preciso interromper o interminável ciclo de “avaliação” do programa, iniciado em 2011, que
não levou a lugar algum e desmobilizou a sociedade.

6- As artes precisam de políticas mais efetivas. É preciso
desprovincianizar a Funarte, dando a ela um caráter nacional, plural, e capaz de desenvolver políticas fundamentais na área de música, artes visuais, cênicas. É preciso mudar a sede para Brasília. A Funarte não pode ser apenas uma gestora de equipamentos, mas comandar as políticas nacionais de artes. As políticas do MinC precisa ter alcance nacional e buscar combater as desigualdades regionais. Suas instituições devem ter sede em Brasília, na capital federal.

7- É fundamental a mudança de rumo da Secretaria do Audiovisual e sua reorientação para trabalhar em todas as suas dimensões criativas, técnicas e de preservação do audiovisual. Retomar a agenda das TV públicas, e a interface com a agenda da comunicação. É necessário recuperar programas que foram interrompidos de forma arbitrária, como o DOC-TV Brasil.

8- Recuperar a capacidade articulação do MinC com outros ministérios da áreas social. Educação sem cultura é ensino, saúde sem cultura é remediação, segurança sem cultura é repressão, desenvolvimento social sem cultura é assistencialismo. A ação da praças de esporte e cultura
tem sido conduzidas sem qualquer transparência.

9- Distanciar o MinC de lobbies privados que agenciam a Lei Rouanet e operam a partir do ECAD. Promover uma política de fomento sem atendimento prioritário de partidos, clientelas ou dos grandes operadores de incentivo fiscal. As reformas da Lei Rouanet e do Direito Autoral, devem ser feitas a partir de uma visão de conjunto .

10 – Sanear a Biblioteca Nacional, garantindo que essa importante instituição cumpra sua missão de guarda e disponibilidade do acervo. Sugerimos um novo locus de coordenação da política de leitura, dentro do MinC, para que a política seja a mais ampla. Sanear a política de livro e leitura de lobbies de editoras e livreiros.

11- Garantir transparência na gestão do IBRAM e atualizar o Iphan. As políticas para museus não podem ignorar a demanda de acervos de artes visuais no Brasil.

12- A Ancine se transformou numa mega agência de regulação de conteúdo. Manter a agência reguladora equidistante de lobbies de produtores cinematográficos, garantindo sua eficiência e interesse público.

A partir desses considerandos, o movimento social das culturas se dispõe a construir conjuntamente uma agenda de trabalho como o #NovoMinC.

Brasília, 20 de setembro de 2012

Marta Suplicy reúne-se com representantes da cultura

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, reuniu-se com representantes da sociedade civil e cultura digital nesta quinta-feira (20/9), em Brasília (DF). O encontro teve a finalidade de fomentar o diálogo e ouvir sugestões sobre os desafios do Ministério. Com status de audiência pública e transmitida pela internet, essa foi a primeira reunião da ministra com representantes da área.

Em seu discurso de abertura, Marta afirmou que uma das marcas da sua gestão será a revolução nas ferramentas da internet e nos meios de comunicação, e que espera que os representantes do setor a ajudem a pensar uma gestão, ousada e inovadora. “Vamos dar continuidade a bons programas, mas vamos também buscar o novo. O novo é o desafio do século”, afirmou.

Uma das afirmações da nova ministra que mais repercutiu nas redes sociais foi: “ainda não sou uma hacker, mas vou ser”. “Podem ter certeza, vocês são a minha turma”, disse Marta, prometendo manter diálogo permanente com representantes do setor.

Para os participantes, foi mais um indício de uma mudança em relação à gestão anterior, já que eram justamente os ativistas da cultura digital os maiores críticos da ex-ministra Ana de Hollanda.

O produtor cultural Pablo Capilé disse à Agência Brasil que o encontro foi promissor e indicativo do que poderá ser a gestão de Marta, “após dois anos de obstrução do diálogo com o setor”. “Não estamos passando atestado e temos autonomia para cobrar e criticar se for necessário, mas a avaliação é que os primeiros sinais são positivos. A ministra Marta é uma política capaz de sentir a temperatura e fazer transbordar algo que já está fervendo, como é o caso da cultura digital por todo o país”, disse Capilé.

Entre os desafios propostos para a nova gestão estão o pleno funcionamento dos Pontos de Cultura em todo o Brasil, a tramitação do Marco Regulatório, que está no Congresso Nacional, e a expansão do programa Cultura Viva, que já se tornou modelo em toda a América Latina.

Sobre a meta de ter 15 mil Pontos de Cultura em funcionamento até o ano de 2020, um dos 53 objetivos do Plano Nacional de Cultura (PNC), Marta disse ser difícil atingir. “O resgate e o fortalecimento dos pontos de Cultura têm que ser um ponto central dessa gestão, mas falar em 15 mil [unidades] em funcionamento até 2020 é um delírio. Vamos ter que trabalhar muito para isso e vamos trabalhar”, disse a ministra, destacando que, dos cerca de 4 mil Pontos de Cultura identificados em todo o país, apenas 2,3 mil são beneficiados por convênios com o ministério.

A secretária executiva do Pontão de Articulação da Comissão Nacional de Pontos de Cultura, Patrícia Ferraz, disse ter interpretado a declaração da ministra como um reconhecimento da necessidade de mudanças. “Vendo a atual realidade do ministério, o [montante] de recursos destinados ao Programa Cultura Viva [ao qual estão associados os pontos de Cultura], a meta dificilmente seria atingida. Acho que ao reconhecer o que chamou de delírio, a ministra admitiu que é necessário um outro olhar, uma nova linha de atuação por parte do ministério”, disse Patrícia à Agência Brasil.

*Com informações do Ministério da Cultura e da Agência Brasil

Fonte: Site Cultura e Mercado

Ano do Brasil em Portugal começa dia 21 de setembro

Uma mostra do Brasil contemporâneo movimenta a cena cultural portuguesa, a partir de hoje, 21 de setembro, até 10 de junho de 2013: o Ano do Brasil em Portugal. Espetáculos de música, teatro, artes visuais; eventos de literatura, design e gastronomia, além de um seminário sobre economia criativa, marcam o lançamento das atividades. Entre os destaques da programação estão os shows gratuitos oferecidos ao público, no Terreiro do Paço, em Lisboa. Na noite de sábado (22), se apresentam Ney Matogrosso e Monobloco. Na tarde de domingo (23), o “Brasil abraça Portugal” vai reunir no palco Martinho da Vila, Zeca Baleiro, Zé Ricardo e os artistas portugueses Carminho, Paulo Gonzo e Boss AC. No repertório, samba, fado, MPB, hip hop português e outros ritmos.

A cerimônia de abertura será realizada no dia 21, às 19h, simultaneamente à inauguração da exposição “Hélio Oiticica – o Museu é o Mundo”, no Museu Coleção Berardo, no CCB, em Lisboa. O evento vai contar com a participação dos escritores brasileiros Luis Fernando Veríssimo e Zuenir Ventura. Representantes da música do Brasil também anunciaram presença, como Ney Matogrosso, Martinho da Vila e Zeca Baleiro, além do artista português de múltiplas técnicas, Julião Sarmento. Entre as autoridades com participação confirmada estão o Embaixador do Brasil em Portugal, Mário Vilalva; o Comissário do Ano do Brasil em Portugal, Antonio Grassi, Presidente da Fundação Nacional de Artes – Funarte (Ministério da Cultura do Brasil); o Comissário do Ano de Portugal no Brasil, Miguel Horta e Costa; o Presidente do Conselho de Administração da Fundação de Arte Moderna e Contemporânea – Museu Berardo, comendador José Berardo; o Secretário de Estado Adjunto e dos Assuntos Parlamentares de Portugal, Feliciano Barreiras Duarte; a Secretária-Geral do Ministério da Solidariedade e da Segurança Social português, Maria João Lourenço; e a Secretária-Geral do Ministério da Economia e do Emprego de Portugal, Maria Ermelinda Carrachás; entre outros.

“A intenção é fazer com que este intercâmbio inédito entre os dois países ganhe uma estrutura mais definida, que deixe frutos”, afirma Antonio Grassi. Ele ressalta que ainda há um desconhecimento muito grande por parte dos brasileiros do Portugal contemporâneo, em todas as áreas. “Por outro lado, a nossa grande diversidade musical também não ecoa em terras lusitanas. Ou seja, há vários exemplos de um Portugal novo, diferente das ‘caravelas do nosso imaginário’. E também precisamos levar para o outro lado do oceano o Brasil que não é só o das novelas. A importância do evento, principalmente no âmbito cultural, está no fato de que a troca de olhares na produção artística extrapola o palpável ecolabora com setores como o turismo”, destaca o presidente da Funarte e comissário do Ano de Portugal no Brasil.

A proposta do Ano do Brasil em Portugal é levar o melhor da cultura do Brasil às terras lusas. A previsão é reunir as diferentes manifestações artísticas e culturais brasileiras, das mais tradicionais às mais atuais. Serão nove meses que, segundo os organizadores, representam um período de gestação, do qual nascerá uma nova forma de identidade entre os dois povos, para que eles se conheçam mais e para que haja uma ampla visão do Brasil contemporâneo. Estão planejados eventos num vasto circuito de teatros, museus e praças portuguesas, de norte a sul do país. Será aberto também o Espaço Brasil, um centro cultural, na Lx Factory, em Alcântara, especialmente para a iniciativa. Além de música, o Espaço vai oferecer exposições, palestras,workshops, audiovisuais, gastronomia e outras atividades disponíveis ao longo de todo o Ano do Brasil em Portugal.

Sobre o Ano do Brasil em Portugal (APB) e o Ano de Portugal no Brasil (ABP)

Entre 7 de setembro, Dia da Independência do Brasil, e 10 de junho, Dia Nacional de Portugal, serão desenvolvidas, nos dois países, múltiplas iniciativas culturais e empresariais, através de uma estrutura de cooperação entre entidades e agentes públicos e privados. O Ano do Brasil em Portugal e o Ano de Portugal no Brasil são projetos autônomos, mas complementares. A proposta é que sua realização simultânea amplie a valorização dos elos entre as duas nações. Isto está relacionado à construção de um futuro, marcado por um maior conhecimento e reconhecimento dos dois povos, que apenas começa. Os dois projetos têm o objetivo comum de promover encontros, que estimulem a criatividade e a diversidade do pensamento e das manifestações artísticas e culturais de ambos os países, além de intensificar o intercâmbio científico e tecnológico e estreitar as relações econômicas entre as duas nações.

Fonte: Site Funarte